GREAT HITS LIST

Boas !!!

O GREAT HITS LIST foi criado para pessoas que gostam das boas musicas e grandes Hits.

Criado pelo MISTER que comanda o FILE DO SOM,o Great Hits List surgiu com a idéia de reunir as maiores seleções musicais de todos os tempos em um só local.

Listas como as 500 musicas da Revista Roling Stone, os mais importantes Lps e Cds da Musica Brasileira, as 500 mais da Country Music Television, as 100 Maiores Musicas Romanticas e por vai.

Num mesmo endereço, varios GREAT HITS LIST, essa é nossa proposta !!!

Se você tem um sugestão ou crítica mande um e-mail no link ao lado em "Contato"

Vamos as Musicas !!!

Mister Music

terça-feira, 30 de março de 2010

07 - Milton Nascimento & Lô Borges - Clube da Esquina (1972)




O Clube Da Esquina foi um movimento musical que nasceu na região das Minas Gerais. Entre suas propostas, estava principalmente a fusão do Regional com o Pop, ou seja, uma espécie de Antropofagismo, como provavelmente gostaria de colocar Oswald De Andrade. De certa maneira, pode-se dizer que isto seria alcançado pelo aproveitamento de elementos da música global daquela época, como o Jazz e o Rock'N Roll, este último representado na época por nomes como os Beatles e os Rolling Stones; e elementos nacionais, como a Bossa Nova.

O movimento se consolida a partir do lançamento do incrível disco homônimo, em1972, creditado a Milton Nascimento e a Lô Borges.
A capa trazia a foto de dois meninos (um negro e um branco), na beira de uma estrada em Nova Friburgo. O disco, até por sua extensão (são 21 composições), consegue representar muito bem o que o próprio movimento propunha: Consegue explorar a diversidade de influências da época, juntando sempre elementos brasileiros e regionais e navegando pela música erudita, pelo rock e pelo Jazz. Algumas canções até manifestam o engajamento político de então, como são exemplos "Cais" e "San Vicente".



Faixas:

1. Tudo que você podia ser (Márcio Borges - Lô Borges)
2. Cais (Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
3. O trem azul (Lô Borges - Ronaldo Bastos)
4. Saídas e Bandeiras nº 1 (Milton Nascimento - Fernando Brant)
5. Nuvem cigana (Lô Borges - Ronaldo Bastos)
6. Cravo e canela (Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
7. Dos cruces (Carmelo Larrea)
8. Um girassol da cor de seu cabelo (Márcio Borges - Lô Borges)
9. San Vicente (Milton Nascimento - Fernando Brant)
10. Estrelas (Márcio Borges - Lô Borges)
11. Clube da Esquina nº 2 (Lô Borges - Milton Nascimento)
12. Paisagem na janela (Lô Borges - Fernando Brant)
13. Me deixa em paz (Ayrton Amorim - Monsueto)
14. Os povos (Márcio Borges - Milton Nascimento)
15. Saídas e Bandeiras nº 2 (Milton Nascimento - Fernando Brant)
16. Um gôsto de Sol (Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
17. Pelo amor de Deus (Milton Nascimento - Fernando Brant)
18. Lilia (Milton Nascimento - Fernando Brant)
19. Trem de doido (Márcio Borges - Lô Borges)
20. Nada será como antes Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
21. Ao que vai nascer (Milton Nascimento - Fernando Brant)



08 - Cartola - Cartola (1976)



Quando trabalhava como servente em uma construção civil, Agenor de Oliveira, com medo dos pedaços de cimento que poderiam eventualmente cair em sua cabeça e grudar nos seus cabelos, usava uma chapéu-côco. Desta feira, foi apelidado pelos companheiros de Cartola, nome que se eternizaria nas páginas da história do samba.

Um dos fundadores da Estação Primeira da Mangueira, que nasceu em 1928 do núcleo do Bloco dos Arengueiros, Cartola é apontado como o responsável pela escolha das cores da escola (verde e rosa). Para aqueles que diziam que as cores não combinavam, ele respondia categórico : "Ora, o verde representa a esperança, o rosa representa o amor, como o amor pode não combinar com a esperança?".

Depois de ser regravado por muitos cantores na década de 30, Cartola saiu de cena, só aparecendo novamente nos anos 50, quando o cronista Sérgio Porto encontrou o velho sambista trabalhando como lavador de carros. De volta a ativa, Cartola ao lado de sua mulher Zica, abriu no Rio de Janeiro o bar do Zicartola, onde o samba era a palavra e a música de ordem.

Mais tarde, somente em 1974, com 65 anos, o sambista lançaria seu primeiro disco, um clássico indiscutível do samba. Novamente pelo selo Discos Marcus Pereira, foi lançado em 1976 o segundo LP de Cartola. Grande sucesso de crítica, o disco teve entre outros sambas "As Rosas Não Falam" e "O Mundo É Um Moinho" (gravação acompanhada ao violão do jovem Guinga) - consideradas obras-primas da música popular -, além de outras composições suas como "Minha", "Sala de Recepção", "Aconteceu", "Sei Chorar", "Cordas de Aço" e "Ensaboa

Reconhecido como um dos maiores discos da história do samba, suas músicas foram gravadas e regravadas posteriormente por inúmeros cantores.




Músicas:
1. O Mundo é um Moinho
2. Minha
3. Sala de Recepção
4. Não Posso Viver Sem Ela
5. Preciso Me Encontrar
6. Peito Vazio
7. Aconteceu
8. As Rosas Não Falam
9. Sei Chorar
10. Ensaboa Mulata
11. Senhora Tentação
12. Cordas de Aço

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

09 - Os Mutantes - Os Mutantes (1968)


Formada no de 1966 em São Paulo por Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), Rita Lee (vocais), Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocais) onde mais tarde passariam a integrar a banda também o baixista Lirinha e o baterista Dinho Leme.


A banda é considerada um dos principais grupos do rock brasileiro, sendo filhos legítimos do Tropicalismo apresentaram com irreverência um som inovador, mesclando o rock and roll com elementos musicais temáticos brasileiros. Com esta receita Os Mutantes trouxeram originalidade para o cenário nacional, graças ao pioneirismo de Arnaldo, Sérgio e Rita.




1. "Panis et Circenses" (Gilberto Gil/Caetano Veloso)
2. "A Minha Menina" (Jorge Ben)
3. "O Relógio" (Os Mutantes)
4. "Adeus Maria Fulô" (Humberto Teixeira/Sivuca)
5. "Baby" (Caetano Veloso)
6. "Senhor F" (Os Mutantes)
7. "Bat Macumba" (Gilberto Gil/Caetano Veloso)
8. "Le Premier Bonheur du Jour" (Jean Renard/Frank Gerald)
9. "Trem Fantasma" (Caetano Veloso/Os Mutantes)
10. "Tempo no Tempo" (John Philips)
11. "Ave Gengis Khan" (Os Mutantes)

10 - Caetano Veloso - Transas (1972)






Gravado em 1971 enquanto Caetano estava exilado em Londres, Transa foi concebido quando o cantor foi convidado pelos militares brasileiros para fazer uma canção nacionalista sobre a rodovia Transamazônica. Lançado no ano seguinte no Brasil, o álbum traz em sua maioria composições em inglês, com arranjos caprichados que viajam entre os ritmos brasileiros ao reggae e ao folk. Destaque para "Nine Out Of Ten", música que Caetano considera uma das suas melhores composições em inglês.

Ficha Técnica
Ano - 1972
Gênero - MPB
Gravadora - Polygram

Faixas
1 - You Don't Know Me
2 - Nine Out Of Ten
3 - Triste Bahia
4 - It's a Long Way
5 - Mora na Filosofia
6 - Neolithic Man
7 - Nostalgia (That's What Rock'n Roll is All About)



11 - Elis & Tom (1964)






Faixas:
1 Águas de Março
2 Pois é
3 Só Tinha de ser com Você
4 Modinha
5 Triste
6 Corcovado
7 O que Tinha de Ser
8 Retrato em Branco e Preto
9 Brigas, Nunca Mais
10 Por Toda a Minha Vida
11 Fotografia
12 Soneto da Separação
13 Chovendo na Roseira
14 Inútil Paisagem



sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

12 - Raul Seixas - Krig-ha, bandolo! (1973)



Este foi o primeiro LP solo de Raul Seixas. "Krig-Ha, Bandolo!" é o grito de guerra do Tarzan e significa "Cuidado, aí vem o inimigo!".
Gravado em 1973, o álbum traz os primeiros frutos da parceria de Raul com Paulo Coelho, como por exemplo as faixas "Al Capone", "Cachorro Urubu" e "A Hora do Trem Passar". Mas, sem dúvida, as músicas que fizeram sucesso e o fizeram conhecido por todo o Brasil foram aquelas compostas somente por Raulzito, como "Ouro de Tolo e "Metamorfose Ambulante".

  1. "Introdução" (Raul Seixas, aos 9 anos, cantando "Good Rockin' Tonight")
  2. "Mosca na Sopa" - (Raul Seixas)
  3. "Metamorfose Ambulante" - (Raul Seixas)
  4. "Dentadura Postiça" - (Raul Seixas)
  5. "As Minas do Rei Salomão" - (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  6. "A Hora do Trem Passar" - (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  7. "Al Capone" - (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  8. "How Could I Know" - (Raul Seixas)
  9. "Rockixe" - (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  10. "Cachorro Urubu" - (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  11. "Ouro de Tolo" - (Raul Seixas)



13 - Chico Science - Da Lama Ao Caos (1994)




Com vocês os criadores do último grande movimento da música brasileira o 'Manguebeat', movimento nascido nos mangues de Recife. Único bioma apresentado nos cinco continentes e conhecido como berçário de varias espécies devido a oferta de alimentos.

O mangue também é responsável pela principal atividade económica da periferia da capital pernabucana. Ilustrado por uma antena parabólica fincada na lama o maguebeat mistura rock, maracatu, funk, rap, com consciência de preservação dos lamaçais e inclusão cultural.

Antigamente os mangues eram habitados por tribos indígenas, com tempo vieram os Kilombos e por fim as favelas composta pela maiorias de negros. O disco traz canções de alto teor social num rítmo diferenciado, exaltando personagens da cultura nordestina e a necessidade de preservação dos manguesais.

A banda tinha nos vocais Chico Science um dos criadores do manifesto caranqueijos com cérebro junto com a banda Mundo Livre/SA. Baixem a vontade este marco da cultura afro brasileira que representa em forma de música a história e as obrigações de um povo em relação ao ambiente que o cerca.



1-Monólogo ao Pé do ouvido
2-Banditismo por uma questão de classe
3-Rios pontes e overdrives
4-A cidade
5-A Praiera
7-Samba Makossa
8-Da lama aos caos
9-Maracatu de tiro certeiro
10-Salustiano song
11-Atene-se
12-Risoflora
13-Computadores fazem arte
14-Côco Dub


14 - Racionais Mc's - Sobrevivendo No Inferno (1998)


O ano de 1997 já estava chegando ao final. São Paulo e o Brasil ainda amargavam títulos como o terceiro maior índice de homicídios das Américas e uma taxa de desemprego entre jovens da periferia que passava dos 30%.

Um habitante do bairro paulistano do Capão Redondo chegava a ter 12 vezes mais chances de ser assassinado do que um morador de outra parte da cidade. Um cenário não muito diferente do que já existia há um bom tempo, mas, em novembro daquele ano, pessoas distantes desse universo se dirigiram para o lado mais concreto desses números.

A razão disso está, quase literalmente, numa explosão: de uma hora para outra, milhões se voltaram para um registro chamado "Sobrevivendo no inferno", dos Racionais MC's.

Já fazia quase dez anos que o maior nome do hip hop no Brasil existia. Esse já era o terceiro disco da carreira, e o grupo, idolatrado na periferia de São Paulo há alguns anos, mas, de repente, mídia, acadêmicos, músicos, gente bem-nascida e desavisados descobriram o que Mano Brown, Edy Rock, Ice Blue e KL Jay tinham para dizer.


Foi preciso o fenômeno de 200 mil discos vendidos em apenas um mês (um número que mais tarde ultrapassaria a barreira de 1 milhão) para ganharem evidência as letras sobre a rotina de violência em bairros pobres da zona sul de São Paulo, vinda da polícia ou do caminho do crime escolhido por alguns jovens dessa região.
Não havia uma embalagem bem-feita ou faixas que trariam conforto e alegria ao ouvinte, com intuito de arranjar um espaço no mercado musical de então. A capa, o título e os climas das músicas mostravam um relato sombrio da vida na periferia paulistana.

A música, no entanto, que fisgou quem ainda não tinha parado para escutar os Racionais foi "Diário de um detento". Co-escrita por Josemir Prado, o Jocenir, um ex-detento do Complexo do Carandiru, a faixa conta os dias que antecederam e o próprio momento do massacre dos 111 presos, na época completados cinco anos do ocorrido, sem deixar espaço para o evento entrar em processo de esquecimento. Jocenir depois escreveria um livro sobre a experiência na cadeia.


A base climática e o clima de suspense por trás da narração de Mano Brown em mais de sete minutos de música se tornaram onipresentes em boa parte de 1998 (quando o disco realmente estourou).
Mesmo com o sucesso no "mainstream", a periferia abraçou ainda mais os Racionais, e a coisa mais comum era um carro passar com "Diário de um detento" no último volume.



Faixas:

01 - Jorge Da Capadócia
02 - Gênesis (Intro)
03 - Capítulo 4, Versículo 3
04 - To Ouvindo Alguém Me Chamar
05 - Rapaz Comum
06 - ...
07 - Diário De Um Detento
08 - Periferia É Periferia
09 - Qual Mentira Vou Acreditar
10 - Mágico De Oz
11 - Fórmula Mágica Da Paz
12 - Salve

15 - Jorge Ben - Samba Esquema Novo (1963)



Samba Esquema Novo é um clássico da música brasileira, que reflete em suas músicas seu sugestivo título. Jorge Ben de fato criou um novo esquema para o samba e deu ao ritmo brasileiro uma nova roupagem, inovadora, e que se tornou característica da música deste carioca de Madureira, criado no Catumbi.

Logo na primeira faixa, Jorge se apresenta com um sonoro "mas que nada, sai da minha frente que eu quero passar". E daí para frente, do início ao fim, só pérola.



Faixas:

01 - mas, que nada!
02 - tim, dom, dom
03 - balanca pema
04 - vem, morena, vem
05 - chove, chuva
06 - e so sambar
07 - rosa, menina rosa
08 - quero esquecer voce
09 - uala, ualala
10 - a tamba
11 - menina bonita nao chora
12 - por causa de voce, menina


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

16 - Rita Lee & Tutti Frutti - Fruto Proibido (1975)




Sem Lenço, sem documento e depois de algumas formações e tentativas, em 1973 Rita Lee ao lado dos irmãos Luiz e Carlos Carlini, formaram o Tutti Frutti.

"Fruto Proibido" é o segundo álbum lançado em 1975 por Rita Lee & Tutti Frutti, nada a ver com o som climático e exageradamente elaborado que os mutantes estavam fazendo, e que lhes levaram ao fracasso comercial.

Ao contrário "Fruto Proibido" é um disco clássico do rock nacional, com rock simples sem ser simplista e direto sem ser grudento, trouxe músicas como “Agora Só Falta Você” e “Esse Tal de Roque Enrow” (letra excelente de Paulo Coelho), porém o grande sucesso do disco foi a balada “Ovelha Negra”, autêntico manifesto da geração dos inícios dos anos 70.

Este é um dos poucos discos de rock brasileiro em que TODAS as faixas são muito boas, para não dizer excelentes, não atente apenas para os hits conhecidos. Atenção para faixas como "Fruto Proibido" e "Pirataria", pouco comentadas mas com uma pegada de rock poucas vezes vistas na carreira da cantora e do rock nacional.

À época, o LP vendeu 200 mil cópias, recorde de vendas para um disco de rock brasileiro. O LP foi eleito pela revista Rolling Stone como o 16º melhor disco brasileiro de todos os tempos. Imperdível!


1. Dançar Pra Não Dançar
(Rita Lee)
2. Agora Só Falta Você
(Rita Lee / Luis Carlini)
3. Cartão Postal
(Rita Lee / Paulo Coelho)
4. Fruto Proibido
(Rita Lee)
5. Esse Tal de Roque Enrow
(Rita Lee / Paulo Coelho)
6. O Toque
(Rita Lee / Paulo Coelho)
7. Pirataria
(Rita Lee / Lee Marcucci)
8. Luz Del Fuego
(Rita Lee)
9. Ovelha Negra
(Rita Lee)


Produtor: Andy Mills
Assistente de Produção: Otávio Augusto
Técnicos de gravação: Flávio Agusto e Luis Carlos Baptista
Técnico de Mixagem: Luis Carlos Baptista
Gravado no Estúdio Eldorado - São Paulo - Abril 75
Arranjos: Rita Lee & Tutti-Frutti
Arranjos vocais: Rita Lee
Guitarras: solo/base/slide/violão acústico/gaita/vocal em: "Agora Só Falta Você": Luis Sérgio Carlini
Contra-Baixo/Cowbell: Lee Marcucci
Bateria/Percussão: Franklin Paolillo
Piano/Clavinet: Guilherme S. Bueno
Violão Acúsctico/Synthetizer: Rita Lee
Vocais: Rubens e Gilberto Nardo
Arte: Kelio
Foto: Meca