GREAT HITS LIST

Boas !!!

O GREAT HITS LIST foi criado para pessoas que gostam das boas musicas e grandes Hits.

Criado pelo MISTER que comanda o FILE DO SOM,o Great Hits List surgiu com a idéia de reunir as maiores seleções musicais de todos os tempos em um só local.

Listas como as 500 musicas da Revista Roling Stone, os mais importantes Lps e Cds da Musica Brasileira, as 500 mais da Country Music Television, as 100 Maiores Musicas Romanticas e por vai.

Num mesmo endereço, varios GREAT HITS LIST, essa é nossa proposta !!!

Se você tem um sugestão ou crítica mande um e-mail no link ao lado em "Contato"

Vamos as Musicas !!!

Mister Music

terça-feira, 25 de setembro de 2012

AC/DC - History, Roots & Renditions




A banda ACDC é homenageada neste pacote especial, com cd e DVD, com grandes sucessos e um documentário histórico. Fruto de um grande trabalho de compilação e investigação, o DVD "History, roots & renditions" traz entrevistas com os integrantes da banda e apresentações ao vivo. Já o cd apresenta, em 12 faixas, material raro da carreira solo de Bon Scott, além de faixas imperdíveis de Brian Johnson a frente de Geordie (sua banda antes do AC/DC) e versões de clássicos como "Black in Black", "You shook me all night long" interpretadas por grandes nomes do metal como Quiet Riot, Lemmy e Scott Ian (do Anthrax).




01. Highway To Hell 


02. Black Cat Woman 
03. Sookie Sookie 
04. Back In Black 
05. You Shook Me All Night Long
 06. Going Down 
07. It´s A Long Way To The Top (If You Wanna Rock ´n´roll) 
08. Round And Round 
09. Shoot To Thrill 
10. Got To Know 
11. Walk All Over You 
12. Sin City 



segunda-feira, 9 de agosto de 2010

100 Maiores Músicas Brasileira - Vol.08



71 – Lulu Santos – Como Uma Onda no Mar

A parceria de lulu Santos e Nelson Motta se eternizou como uma das mais famosas da música brasileira recente. A pérola dessa contribuição mútua, mais do que uma mera reflexão sobre as contradições da juventude - entre excessos da boemia, delírios de grandeza e o escapismo através da natureza -, é pura e somente a prova do indiscutível domínio de Lulu na arte de criar o pop perfeito.


72 – Guita - Raul Seixas

Não foi exatamente o primeiro sucesso popular de Raul Seixas, que já era conhecido por "Ouro de Tolo e outras, mas foi a letra de "Gita" (1974) a mais mística e contundente que o mago Paulo Coelho fez até então. A canção é baseada no Bhagavad-Gitã, parte do Mahabarata, a bíblia da religião hindu de Krishna. Os versos são inspirados no texto em que o guerreiro Arjuna interroga Krishna sobre o seu real significado.


73 – Wave – Tom Jobim

Lançado em 1967, o álbum Wave trouxe dez temas instrumentais. Em 1969, Tom Jobim se juntou a Frank Sinatra para uma nova sessão de gravações e "Wave" foi uma das escolhidas. O próprio Tom providenciou a letra em inglês. O próximo passo foi a música ganhar letra em português. O interessante é que Jobim resolveu não verter o título original. Por isso ela também é conhecida como "Vou Te Contar", a frase que abre a versão em nossa língua.


74 – Sentado à Beira do Caminho – Erasmo Carlos

A canção apareceu primeiro em compacto simples, em 1969. Ao ser incluída no último disco de Erasmo Carlos para a RGE, "Sentado à Beira do Caminho" tornou-se um hit nacional. A letra traz a desilusão amorosa irreversível. A inspiração da melodia e do clima da música veio de "Honey", do americano Bobby Goldsboro, lançada um ano antes.


75 – Foi um Rio Que Passou em Minha Vida – Paulinho da Viola

Essa música é a história da paixão pela Portela e uma resposta que Paulinho dá a ele mesmo, quando, por alguma desilusão, andou arrastando asas para a Mangueira, com "Sei lá Mangueira" (1969), em parceria com Hermínio Belo de Carvalho. "Foi um Rio Que Passou em Minha Vida" foi uma oportunidade de reatar com o antigo amor e se transformou no maior sucesso de todo o seu cancioneiro.

76 – Samba de Verão – Marcos Valle

Valle lançou a canção em 1965. No ano seguinte, tornou-se um grande hit pelas mãos de Walter Wanderley, organista brasileiro radicado nos Estados Unidos, em uma versão instrumental chamada "Summer Samba". Logo ganhou versão em inglês, só que com o título "So Nice". "Samba de Verão" abriu as portas do mercado internacional para Marcos Valle e até hoje é seu cartão de visitas.


77 – Insensatez – Tom Jobim

Neste clássico, cada intérprete consegue conferir um novo significado aos seus versos e melodia. A música funciona com João Gilberto, Nara Leão, Elis Regina, Fernanda Takai, Frank Sinatra e outros. O fato é que "Insensatez" não cansa. Ligeiramente melancólica, ela propagou uma verdade incontestável: "Quem nunca amou não merece ser amado".


78 – Cálice – Chico Buarque

A explosiva "cálice" se tornou famosa pela polêmica que causou em sua primeira apresentação ao público, no Phono 73, no Anhembi, em São Paulo. Quando os autores entraram para cantá-la, em plena ditadura, o som dos microfones foi cortado. Somente cinco anos depois, em 1978, próximo à abertura política, é que a música foi liberada e gravada por Maria Bethânia e Chico e Milton Nascimento.


79 – Maria Fumaça – Banda Black Rio

A marca registrada da Banda Black Rio serviu como abertura para a novela Locomotivas e cumpriu a difícil missão de colocar uma música instrumental nas paradas. Dá nome ao primeiro álbum do grupo, de 1977, e mostra a especialidade da banda: a mistura de samba, forró, funk, jazz e disco. Não é difícil achar quem já acompanhou os ataques da metaleira de "Maria Fumaça" com "parapás" e afins.


80 – Vapor Barato – Gal Costa

Uma das primeiras composições de Macalé com Waly Salomão foi "Vapor Barato", desencanto da ressaca pós-68, estreada por Gal Costa no show e álbum Fa-Tal, em 1971. Ao mesmo tempo perfeitamente hippie e atemporal, a música tinha caído no esquecimento até o cineasta Walter Salles resgatá-la na trilha de Terra Estrangeira, e provocar um novo boom de regravações.





sexta-feira, 4 de junho de 2010

100 Maiores Músicas Brasileira - Vol.09






81 - Que País é Este? - Legião Urbana

Apesar da volta da democracia nos anos 80, o país não conseguia se livrar da alta inflação que corroía o salário do trabalhador e de uma prática enraizada em todos os escalões do governo: a corrupção. Era o cenário perfeito para Renato Russo resgatar de seus cadernos "Que País É Este?", música feita ainda sob os últimos suspiros da ditadura para o seu raivoso Aborto Elétrico. Sua atemporalidade é garantida com a mania nacional de fabricar escândalos políticos

82 - Sossego - Tim Maia

O potencial rítmico das palavras que Tim Maia escolhia sempre era levado em conta, tornando o teor contagiante de suas músicas ainda maior. "Sossego" (1978) é um desses exemplos categóricos, em uma obra repleta de irresistíveis convites à dança. A letra não enrola e o arranjo é minimalista, com baixo sólido, intervenções certeiras dos metais e a potente voz de Tim Maia pontuando tudo.

83 - Cazuza - Ideologia

Cazuza já se encontrava doente quando escreveu sua grande ode ao inconformismo. Carro-chefe do álbum homônimo, a faixa se tornou um dos hinos compostos pelo poeta em seus últimos dois anos de vida, uma fase prolífica e das mais criativas. Com traços autobiográficos, a letra soa como um lamento - "O meu prazer agora é risco de vida/Meu sex and drugs não tem nenhum rock'n' roll" -, porém sem jamais esboçar arrependimento.


84 - Rosa - Orlando Silva

Enquanto o mundo fervia em guerras no ano de 1917, deste lado de cá do planeta, Pixinguinha, com 19 anos, registrava nos estúdios da Odeon suas primeiras composições, entre as quais a valsa "Rosa", que deveria se chamar "Evocação". "Rosa" chegou a ficar conhecida como instrumental e depois ganhou letra de Otávio de Souza. Virou clássico com a gravação no ritmo de valsa-canção de Orlando Silva em 1937.


85 - O Barquinho - Maysa

Menescal, Bôscoli, Nara Leão e outros estavam num barco de pesca que enguiçou no meio do mar. O condutor tentava em vão fazer o motor funcionar e o som da manivela ficou na cabeça de Menescal. Eles foram salvos por uma traineira, mas o barulho do equipamento inspirou os autores a transformar a quase tragédia num "dia de luz, festa de sol". Muito regravada, foi hit com Maysa em 1961.

86 - Nervos de Aço - Paulinho da Viola

Lupicínio é até hoje um dos compositores mais viscerais da música brasileira, o oposto do romantismo "bunda-mole" que invade nosso cancioneiro. O gaúcho era de enfiar o pé na lama da desilusão e se expor sem restrições ou truques. "Nervos de Aço" foi gravada originalmente em 1947 por Francisco Alves, mas foi recriada mais tarde, magistralmente, por Paulinho da Viola.


87 - Meu Mundo e Nada Mais - Guilherme Arantes


Presente no primeiro disco solo de Guilherme Arantes, lançado em 1976, essa canção é uma aula de como um artista brasileiro pode se valer de influências estrangeiras tão distintas, como rock progressivo. A melodia e a letra triste mostram a grande capacidade de Guilherme como compositor. Seu registro original ainda é a melhor versão dessa belíssima canção.


88 - Sá Marina - Wilson Simonal Um daqueles casos curiosos no qual o lado B de um compacto acaba se destacando mais do que o A (no caso, "De como um Rapaz Apaixonado Perdoou por Causa de Um dos Mandamentos"). O brilho da canção também pode ser notado nas versões de Sergio Mendes & Brasil '66 e Stevie Wonder, ambas lançadas como "Pretty World" - mas respeitando o arranjo de César Mariano para Simonal.

89 - A Flor e o Espinho - Nelson Cavaquinho

Dona de um dos versos mais acachapantes da música brasileira ("tire seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor"), a música consegue misturar amor, morte e desilusão com poesia e sem escorregões. Quem quiser falar de amor tem que beber na fonte desse samba. Ouça "A Flor e o Espinho" na voz de seus autores, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.

90 - 2001 - Os Mutantes

Conta Tom Zé que escreveu essa, mas não conseguiu definir um arranjo. Desistiu da música. Então um dia o empresário Guilherme Araújo apareceu com um cassete identificado como "2001" - era o arranjo em que Rita Lee tinha chegado à ideia de juntar space rock com música caipira. A junção da letra de Tom Zé e da melodia dos Mutantes foi apresentada no IV Festival de MPB (1968).



quinta-feira, 27 de maio de 2010

100 Maiores Músicas Brasileira - Vol.10



91 - Felicidade - Caetano Veloso
É difícil encontrar quem não conheça essa toada triste e gentil. Canção de feitio rural que não escapa à regra de idealizar a vida no campo, "Felicidade" não tem a carga de violência poética da fração mais celebrada da obra de Lupicínio, os catárticos sambas vingativos. Sucesso na voz do Quitandinha Serenaders em 1947, "Felicidade" foi reapresentada ao Brasil por Caetano Veloso em 1974.

92 - Tico Tico no Fubá - Ademilde Fonseca
A obra de Zequinha de Abreu foi apresentada pela primeira vez em 1917. Na década de 1940, atingiu o auge da popularidade. Muito contribuiu a internacionalização da música, capitaneada pelo cinema norte-americano, que a usou em cinco filmes - inclusive, em Copacabana (1947), em que foi eternizada por Carmen Miranda. Sua versão de maior sucesso é de 1942, com Ademilde Fonseca.

93 - Casa no Campo - Elis Regina
A sensível canção nasceu em 1971 durante uma viagem de ônibus entre Brasília e Goiânia, numa turnê em que o grupo Som Imaginário acompanhava Gal Costa. Ao observar a paisagem, Zé Rodrix teve a inspiração e escreveu a letra. Mostrou os versos a Tavito, que os musicou assim que chegaram ao hotel. Em 1972, foi gravada por Elis Regina e se transformou em clássico.

94 - O Mar - Dorival Caymmi
Nenhum outro compositor da música brasileira retratou tão bem o mar como Dorival Caymmi. Dentre suas canções praieiras, essa, original de 1940, é certamente um dos maiores clássicos e foi gravada, inclusive, em outros idiomas por intérpretes do mundo todo. A vastidão das águas foi a maior inspiração de Caymmi, desde a sua infância: "O mar me acalmou, o mar me trouxe alegrias, o mar me trouxe medo, o mar me mostrou o gosto do mistério", dizia.

95 - Último Desejo - Aracy de Almeida
O marcante samba-canção "Último Desejo", do carioca Noel Rosa, foi gravado em julho de 1937 por Aracy de Almeida, conterrânea e intérprete predileta do autor. A gravação, ocorrida nos estúdios da Victor, contou com acompanhamento do conjunto musical Boêmios da Cidade, que tinha entre os seus integrantes o flautista Benedito Lacerda, o preferido de Pixinguinha. O lançamento foi em agosto de 1938.

96 - Disritmia - Martinho da Vila
Qual era a chance de uma música com a palavra "transfundir" em sua letra tornar-se um clássico da MPB? Só uma pérola como "Disritmia" foi capaz de tal proeza. Biscoito fino da malandragem, Picaretagem e poesia, "Disritmia" é melhor depois de um terceiro copo. A versão que o autor, Martinho, fez em 1974 é clássica e foi lançada no LP Canta Canta, Minha Gente. Zeca Baleiro e Ney Matogrosso também gravaram.

97 - Você Não Soube me Amar - Blitz
"Um conjunto jovem com muito bom humor." Foi assim que o Fantástico apresentou o clipe do maior sucesso da Blitz, em 1982. Tudo fazia sentido: a música estava ligada à atitude e à imagem da banda. E a faixa, por si só, já era um fenômeno: 250 mil cópias do compacto foram vendidas, o que levou ao lançamento do primeiro álbum dos cariocas.

98 - A Noite de Meu Bem - Dolores Duran
o samba - canção " a Noite de Meu Bem" é a música mais famosa da carioca Dolores Duran e a que mais caracteriza seu estilo "dor-de-cotovelo". Cantora de sucesso num país que não tem tradição de mulheres no campo da composição, Dolores obteve maior prestígio como compositora após sua prematura morte, aos 29 anos, em 1959 - um mês depois de ter lançado esta música.

99 - Rua Augusta - Ronnie Cord
Os hits do rock brasileiro pré-Jovem Guarda eram, em sua maior parte, versões de canções retiradas do hit parade americano ou italiano. "Rua Augusta", lançada em 1964 por Ronnie Cord, quebrou essa regra. A canção captura o espírito da juventude roqueira do começo dos anos 60, quando a Rua Augusta (SP) era o local mais descolado do Brasil. Também foi gravada pelos Mutantes e por Raul Seixas.

100 - Los Hermanos - Anna Júlia
Quando foi lançada em 1999, era impossível sintonizar uma rádio e não ouvir "Anna Júlia". A levada alegre da canção triste agrada já na primeira audição - e puxou o álbum de estreia do Los Hermanos. Apesar de ser exatamente-roqueira (o beatle George Harrison até regravou o solo de guitarra, em versão do ex-Traffic Jim Capaldi), dominou até o Carnaval naquela época - devidamente convertida em axé music.


Nova Lista - 100 Maiores Músicas Brasileira






Salve Galera!

Terminamos nossa lista dos 100 Maiores Discos da Música Brasileira, que por sinal só tem albuns e artitas phoda, e agora daremos início a uma outra lista da revista Rolling Stones, lançado em sua edição 37 (Out/2009) onde comemoram o 3º aniversário da revista.

Os 100 Maiores Músicas Brasileiras. Serão 10 Volumes com 10 faixas cada.

Então Vamos ao Som!!

01 - Novos Baianos - Acabou Chorare 1972





Obra-prima dos Novos Baianos, Acabou Chorare é o segundo trabalho do grupo – o primeiro foi É Ferro Na Boneca, gravado em 1970, quando o grupo morava em Sã Paulo. Morando no Rio De Janeiro, os músicos tiveram contato com João Gilberto, que teve influência fundamental para os rumos que a banda teria.
O violonista baiano inspirou Os Novos Baianos a relançarem "Brasil Pandeiro" - samba da década de 1940 de Assis Valente, feito para Carmen Miranda cantar. A faixa-título do disco ficou mais de 30 semanas entre as mais tocadas nas rádios brasileiras. O nome "Acabou Chorare" teria sido inspirado em uma história contada por João ao grupo, sobre sua filha Bebel, que costumava misturar o português com o espanhol (que aprendera no tempo em que morou com os pais no México). Em uma ocasião, Bebel abriu um berreiro ao tropeçar e a frase foi dita para consolar o pai que demonstrava preocupação. O sucesso "Preta Pretinha" foi composto sobre versos de Luiz Dias Galvão, feitos para uma moça que ele conhecera em Niterói.
O disco foi re-masterizado e re-lançado em CD no ano de 2004, em comemoração dos 35 anos da gravadora Som Livre, junto com outros 25 clássicos da música brasileira.

Faixas:

01. Brasil Pandeiro
02. Preta Pretinha
03. Tinindo Trincando
04. Swing do Campo Grande
05. Acabou Chorare
06. Mistério do Planeta
07. A Menina Dança
08. Besta é Tu
09. Um Bilhete pra Didi
10. Preta Pretinha

02 - Tropicália ou Panis et Circencis (1968)




Caetano Veloso e Gilberto Gil causaram grande impacto em suas apresentações no III Festival de Música Popular da TV Record, no ano de 1967. Ali, foram lançadas as bases para o Tropicalismo em sua versão musical - um movimento que mesclou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais daquela época, como correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o Rock e o Concretismo). Antes de fins sociais e políticos, a Tropicália foi um movimento nitidamente estético e comportamental.
Em maio de 1968, começaram as gravações do álbum que seria o manifesto musical do movimento, do qual participaram artistas como Gal Costa, Nara Leão, Os Mutantes, Tom Zé - além dos poetas Capinan e Torquato Neto e do maestro Rogério Duprat (reponsável pelos arranjos do LP).
A primeira música do álbum é "Miserere Nóbis", de Gil e Capinan. Na seqüência vem "Coração Materno" - canção até então considerada de mau gosto. A faixa-título é interpretada pelo grupo paulista Os Mutantes, com sinais nítidos do conjunto: a psicodelia. "Baby", grande hit deste álbum, foi cantada por Gal Costa.

Faixas:

1. Miserere Nobis (Gilberto Gil - Capinan) 3:44 Intérprete: Gilberto Gil
2. Coração Materno (Vicente Celestino) 4:17 Intérprete: Caetano Veloso
3. Panis et Circencis (Caetano Veloso - Gilberto Gil) 3:35 Intérprete: Os Mutantes
4. Lindonéia (Caetano Veloso) 2:14 Intérprete: Nara Leão
5. Parque Industrial (Tom Zé) 3:16 Intérpretes: Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Os Mutantes
6. Geléia Geral (Gilberto Gil - Torquato Neto) 3:42 Intérprete: Gilberto Gil
7. Baby (Caetano Veloso) 3:31 Intérpretes: Caetano Veloso e Gal Costa
8. Três Caravelas (Las Tres Carabelas) (Algueiro Jr. - Moreau; versão em português: João de Barro) 3:06 Intérpretes: Caetano Veloso e Gilberto Gil
9. Enquanto Seu Lobo Não Vem (Caetano Veloso) 2:31 Intérpretes: Caetano Veloso
10. Mamãe, Coragem (Caetano Veloso - Torquato Neto) 2:30 Intérprete: Gal Costa
11. Bat Macumba (Caetano Veloso - Gilberto Gil) 2:33 Intérprete: Gilberto Gil
12. Hino ao Senhor do Bonfim" (João Antonio Wanderley) 3:39
Intérpretes: Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Os Mutantes

03 - Chico Buarque - Construção (1971)

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"Construção" foi o quinto disco do cantor carioca. Lançado em um dos períodos mais críticos do Regime Militar, o álbum representa uma mudança no trabalho do artista. Se antes Chico harmoniza Bossa Nova com composições veladamente críticas à ditadura brasileira, em "Construção" o cantor mostrou-se mais ousado - como mostra os versos iniciais de "Deus lhe Pague", faixa que abre o LP ("Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir"). Em "Samba de Orly", parceria com Toquinho e Vinicius de Moraes, Chico canta abertamente sobre o exílio - o que fez com que a canção fosse parcialmente censurada. A faixa-título é uma crítica sobre um homem que trabalhou arduamente até sua morte. Não faltaram também o lirismo característico do artista, como demostrado em "Olha Maria" e "Valsinha".


Faixas:

01. Deus lhe Pague
02. Cotidiano

03. Desalento
04. Construção

05. Cordão

06. Olha Maria

07. Samba de Orly

08. Valsinha

09. Minha História (Gesubambino)
10. Acalanto




05 - Secos e Molhados - Secos e Molhados (1973)

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Secos & Molhados foi uma banda brasileira, criada pelo compositor João Ricardo em 1971. Canções do folclore português, como "O Vira", misturadas com a poesia de Cassiano Ricardo, João Apolinário, Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa, entre outros, fizeram do grupo um dos maiores fenômenos musicais do Brasil.

Secos & Molhados é o disco de estreia do grupo homônimo, lançado em 1973. O disco foi um fenômeno em vendas, recebeu dupla certificação de disco de diamante da ABPD.
Neste trabalho, os S&M incorporaram a músicalidade da MPB da época e colocou toques de rock and roll, baião, folk, jazz, pop e rock progressivo que marcara o início de carreira do conjunto. O compositor principal das canções do disco foi João Ricardo. As músicas misturavam poesias e canção, como foi feito em um dos destaque do disco, "Rosa de Hiroshima", que é um poema de Vinícius de Moraes. O disco foi um dos mais influentes da época,auge da censura militar no Brasil. A gravação do disco se deu em seis horas diárias durante quinze dias
A capa do disco, uma fotografia de Antônio Carlos Rodrigues foi eleita a melhor capa de disco do Brasil, segundo a pesquisa encomendada pelo jornal Folha de São Paulo em 2001. A capa trazia a cabeça dos integrantes do grupo à venda em uma mesa juntamente com produtos de vendas de secos e molhados.



Faixas:

1 - Sangue Latino
2 - O Vira
3 - O Patrão Nosso de Cada Dia
4 - Amor
5 - Primaveira nos Dentes
6 - Assim Assado
7 - Mulher Barriguda
8 - El Rey
9 - Rosa de Hiroshima
10 - Prece Cosmica
11 - Rondó Capitão
12 - As Andorinhas
13 - Fala



terça-feira, 30 de março de 2010

06 - Jorge Ben Jor - A Tábua de Esmeralda (1972)




A tábua de esmeralda (tabula smaragdina) é supostamente o local onde estão contidos os mais antigos ensinamentos sobre a alquimia e a pedra filosofal. A tábua de esmeralda é, ainda, um álbum do cantor, compositor e pai do Sambalanço, Jorge Ben Jor, lançado em 1972, um ano após o lançamento de “10 anos depois”, que reunia as melhores faixas lançadas na carreira de Jorge até então.
Já na música de abertura do seu álbum de 1972, o cantor avisa: “Os alquimistas estão chegando”, anunciando a chegada de um álbum jamais visto antes, que tem como intuito fazer homenagens à ciência que deu origem à química como hoje conhecemos, a alquimia, e aos que contribuíram com ela, especialmente Hermes Trismegisto, e a Nicolas Flamel, autor das imagens trazidas na capa do disco.
A sua homenagem a Hermes vem na décima primeira faixa do álbum, intitulada “Hermes Trismegisto e a sua celeste tábua de esmeralda”, onde conta a história da tábua e faz uma síntese perfeita de tudo o que está escrito nela, até mesmo copiando alguns trechos, como em: “O que está embaixo é como o que está no alto,/ e o que está no alto é como o que está embaixo.”
Mas Jorge não podia dedicar seu álbum inteiramente aos alquimistas sabendo que existe um público sedento do seu irreverente suíngue Benjoriano, então dedicou poucas de suas faixas à ciência (vale ressaltar que, apesar de poucas, são preciosíssimas) e nos deu de presente maravilhas como “O homem da gravata florida”, “Menina mulher da pele preta” e a irônica “O namorado da viúva”, que, com a levada gostosa do violão de Ben Jor e os arranjos de uma banda perfeitamente ensaiada, consagraram o álbum como o meu preferido dentre todos os que o carioca já gravou.

Lista de músicas:
1 - Os Alquimistas Estão Chegando (Jorge Ben Jor)
2 - O Homem da Gravata Florida (Jorge Ben Jor)
3 - Errare Humanun Est (Jorge Ben Jor)
4 - Menina Mulher da Pele Preta (Jorge Ben Jor)
5 - Eu Vou Torcer(Jorge Ben Jor)
6 - Magnólia(Jorge Ben Jor)
7 - Minha (Jorge Ben Jor)
8 - Zumbi Teimosia Uma Arma Pra Te Conquistar (Jorge Ben Jor)
9 - Brother (Jorge Ben Jor)
10 - O Namorado da Viúva (Jorge Ben Jor)
11 - Hermes Trismegisto e Sua Celeste Tábua de Esmeralda (Jorge Ben Jor)
12 - Cinco Minutos (Jorge Ben Jor)