GREAT HITS LIST

Boas !!!

O GREAT HITS LIST foi criado para pessoas que gostam das boas musicas e grandes Hits.

Criado pelo MISTER que comanda o FILE DO SOM,o Great Hits List surgiu com a idéia de reunir as maiores seleções musicais de todos os tempos em um só local.

Listas como as 500 musicas da Revista Roling Stone, os mais importantes Lps e Cds da Musica Brasileira, as 500 mais da Country Music Television, as 100 Maiores Musicas Romanticas e por vai.

Num mesmo endereço, varios GREAT HITS LIST, essa é nossa proposta !!!

Se você tem um sugestão ou crítica mande um e-mail no link ao lado em "Contato"

Vamos as Musicas !!!

Mister Music

terça-feira, 23 de junho de 2009

50 - Walter Franco - Revolver (1975)




Um dos mais renomados, vanguardistas e geniais compositores brasileiros da década de 70, Walter Franco é um dos nomes mais importantes da música brasileira e um dos primeiros a fazer música concreta no país. Contestador, deixou quatro grandes discos nos anos 70, antes de entrar em uma reclusão e ser recuperado no ano 2000, com um documentário e no ano seguinte, com um novo disco. Desde então, Walter tem se apresentado e mostrado seu talento pelo país. Um enorme talento que merece uma homenagem humilde, mas sempre reverente.

Poucas pessoas sabem quem é Walter Franco, algo bem normal em um país que desconhece os artistas com mais de 10 anos de carreira ou quem busca um caminho totalmente pessoal e não se prende às armadilhas da indústria musical.

Mas, esse paulista nascido em 6 de janeiro de 1945, em São Paulo, foi um dos principais expoentes da música brasileira dos anos 70, ao lado de Jards Macalé, Itamar Assumpção, e por que não, Arnaldo Baptista.

Em 1975, Walter participa do Festival Abertura, com a música "Muito Tudo", ao lado de amigos, como Jards Macalé.

A música é uma homenagem a alguns ídolos, casos de João Gilberto e John Lennon. Os arranjos ficaram com o maestro Júlio Medaglia. E, para variar, Walter foi duramente vaiado pela platéia, apesar do terceiro lugar obtido.

Walter conseguiu mais uma polêmica quando ele, o flautista Tony Osanah e Medaglia subiram ao palco para apresentar a canção. Sob vaias intensas, e sem ter como se apresentarem, os três começaram a jogar um estranho jogo de dados, até que Medaglia rasgou a partitura e a atirou no público.

Mas nada disso seria páreo para o novo trabalho de Walter. Gravado em outubro de 1975 e lançado no ano seguinte, Revolver mostrava um Walter totalmente diferente. Antes de mais nada, o nome do disco é tirado do verbo "revolver" e não uma tradução do disco dos Beatles lançado em 1966 (até porque em português seria Revólver).

Contudo, há uma enorme influência de John Lennon na obra. Primeiro, porque Walter se veste de terno branco, como Lennon na capa de Abbey Road e em diagonal. Segundo, porque a sonoridade está mais perto do rock, com guitarras, e principalmente da sonoridade do ex-Beatle com sua Plastic Ono Band.


Faixas:

  1. Feito Gente
  2. Eternamente
  3. Mamãe D'agua
  4. Partir do Alto / Animal Sentimental
  5. 1 Pensamento
  6. Toque Frágil
  7. Nothing
  8. Arte e Manha
  9. Apesar de Tudo é Leve
  10. cachorro Babucho
  11. Bumbo do Munco
  12. Pirâmides
  13. Cena Maravilhosa
  14. Revolver



Walter Franco - Revolver (1975)

51 - Arrigo Barnabé - Clara Crocodilo (1980)





Clara Crocodilo foi o primeiro álbum lançado pelo compositor brasileiro Arrigo Barnabé e também o último a contar com a participação da Banda Sabor de Veneno, que ele havia montado para uma (polêmica) participação no Festival Universitário da Canção da TV Cultura de São Paulo em 1979. O álbum é considerado pela crítica especializada como o marco inicial da chamada Vanguarda Paulista e um dos mais importantes discos experimentais lançados no Brasil no século XX.
Numa entrevista em 1982, Barnabé diz que o nome "Clara Crocodilo" veio à sua mente após a leitura do poema "Aura Amara" do trovador Arnaut Daniel, no livro "ABC da Leitura" de Ezra Pound. Barnabé diz que gostou da economia e da sonoridade do nome, e que procurava algo assim, mas que contivesse em si a idéia de oposição entre as duas palavras. Foi aí, segundo ele, que pensou em "Clara", representando a luz, e "Crocodilo", que representaria algo escuro, das profundezas, do pântano. Além disso, havia a sonoridade das duas primeiras sílabas de cada palavra: o "Cla" de Clara em oposição ao "Cro" de Crocodilo. Segundo Barnabé, "isso tudo eu penso de modo consciente quando vou compor, minhas peças não surgem espontaneamente".

Faixas:

1 - Acapulco Drive'n
2 - Orgasmo Total
3 - Diversões Eletrônicas
4 - Instante
05 - Sabor de Veneno
06 - Infortúnio
07 - Office Boy
08 - Clara Crocodilo

quarta-feira, 10 de junho de 2009

52 - Cartola - Cartola (1974)


Angenor de Oliveira(1908-1980), o mestre Cartola é considerado por músicos como Nelson Cavaquinho e Paulinho da Viola como maior sambista de todos os tempos. Cartola não só o fundou a escola de samba Estação Primeira de Mangueira, como lhe deu nome e as cores verde e rosa (para quem dizia que as cores não combinavam, ele respondia : "Ora, o verde representa a esperança, o rosa representa o amor, como o amor pode não combinar com a esperança?"). Muito gravado pelos grandes cantores da década de 30, ele desapareceu e somente no final década de 50 foi encontrado pelo cronista Sérgio Porto trabalhando como lavador de carros.
Ele sua esposa Zica fundaram na década de 60 o bar Zicartola no centro do Rio de Janeiro, que foi um pólo irradiador do samba e onde surgiram vários talentos. Somente aos 65 anos conseguiu gravar seu primeiro disco. Seus dois primeiros discos gravados por Marcus Pereira são marcos da música brasileira e obrigatórios na discoteca de qualquer um que goste samba. É autor de sambas imortais como O Mundo é um Moinho, As Rosas não Falam e Autonomia.

Faixas:

  1. Disfarça E Chora 2:06 (Cartola - Dalmo Casteli)
  2. Sim 3:38 (Cartola - Oswaldo Martins)
  3. Corra E Olhe O Céu 2:23 (Cartola - Dalmo Casteli)
  4. Acontece 1:17 (Cartola)
  5. Tive Sim 2:09 (Cartola)
  6. O Sol Nascerá 1:42 (Cartola - Elton de Medeiros)
  7. Alvorada 2:40 (Cartola - Carlos Cachaça - Hermínio B. de Carvalho)
  8. Festa Da Vinda 1:59 (Cartola - Nuno Veloso)
  9. Quem Me Vê Sorrindo 2:07 (Cartola - Carlos Cachaça)
  10. Amor Proibido 2:37 (Cartola)
  11. Ordenes E Farei 2:21 (Cartola - Aluizio)
  12. Alegria 2:44 (Cartola)
Cartola - Cartola (1974)

53 - Raul Seixas - Novo Aeon (1975)

Novo Aeon é o terceiro álbum solo do músico brasileiro Raul Seixas, lançado originalmente em 1975.
Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989), conhecido por "Maluco Beleza", foi um cantor e compositor brasileiro, pioneiro do Rock no país.

Filho do casal Raul Varella Seixas e Maria Eugênia Seixas, Raul cresceu na cidade de Salvador um tanto estagnada, alheia aos progressos de uma modernidade que passava ao largo da capital baiana. Tinha um irmão, quatro anos mais novo, Plínio Seixas.

Em casa obtém uma cultura que o faz adiantar-se àquilo que era ensinado nas escolas, mergulhando nos livros que tinha à disposição, na biblioteca do pai. Até o final de sua vida, sempre foi avançado para sua época, o que é comprovado pelas músicas por ele compostas e que até hoje são executadas.

Faixas

  1. Tente Outra Vez - (Raul Seixas / Paulo Coelho / Marcelo Motta)
  2. Rock do Diabo - (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  3. A Maçã - (Raul Seixas / Paulo Coelho / Marcelo Motta)
  4. Eu Sou Egoísta - (Raul Seixas / Marcelo Motta)
  5. Caminhos I - (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  6. Tú És o MDC Da Minha Vida - (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  7. A Verdade Sobre A Nostalgia - (Raul Seixas / Paulo Coelho)
  8. Para Nóia - (Raul Seixas)
  9. Peixuxa (O Amiguinho dos Peixes) - (Raul Seixas / Marcelo Motta)
  10. É Fim do Mês - (Raul Seixas)
  11. Sunseed - (Raul Seixas / Spacy Glow)
  12. Caminhos II - (Raul Seixas / Paulo Coelho / Eládio Gilbraz)
  13. Novo Aeon - (Raul Seixas / Cláudio Roberto / Marcelo Motta)

54 - Gilberto Gil - Refavela (1977)




"A idéia de fazer um novo disco surgiu na Nigéria", lembra Gil. "Quando voltamos, Robertinho Silva reintegrou-se à banda de Milton Nascimento e chamamos Paulinho Braga para gravar conosco, mas mesmo assim Robertinho ainda voltou para que gravássemos um compacto daquela banda que fora à Nigéria", historia o autor, que participou como co-autor e músico das duas faixas registradas pela Brazil Very Happy Band para a Polydor em maio de 1977. Antes, porém, Gil e sua banda – com Robertinho substituído por Paulinho na maioria das faixas – entraria no novo estúdio de 16 canais da Phonogram para registrar o álbum Refavela.
Refavela, Aqui e Agora e várias outras foram compostas durante a viagem pela Nigéria. "Eu trouxe um balafon típico da região do Golfo da Guiné e fiz Balafon", lembrase Gil, que ficou feliz de ter o amigo Roberto Santana – dos velhos tempos de Salvador – na produção do novo álbum. Refavela foi gravado entre o final de março e o final de abril de 1977, quando também foram registradas as novas músicas Sala do Som e É, além de Músico Simples (de 1974). Todas as três acabaram ficando de fora do LP, mas foram finalmente lançadas pela Universal Music no CD "Satisfação", de 1999.

A capa de Refavela aparentemente é bem mais simples que a de "Refazenda", feita pelo tropicalista Rogério Duarte.

Ficha técnica
direção de produção Roberto Santana
assistente de produção Daniel Rodrigues
direção de estúdio Gilberto Gil
arranjos de base Gilberto Gil e Perinho Santana
arranjos de metais Meirelles (faixa 7), Perinho Santana (faixas 2, 4, 6 e 8)
arranjos de cordas Perinho Santana (faixa 3)
técnico de gravação Paulo Sérgio
mixagem Gilberto Gil, Chocolate e Roberto Santana
gravado em 1977 no estúdio da Phonogram (16 canais)
auxiliares de estúdio Julinho Mancha Negra, Geraldo Luis, Ratinho, Luis Claudio Varella
capa Aldo Luis
arte final Jorge Vianna



Faixas:

1 Refavela

2 Ilê Ayê

3 Aqui e agora

4 No norte da saudade

5 Babá Alapalá

6 Sandra

7 Samba do avião

8 Era nova

9 Balafon

10 Patuscada de Gandhi

Gilberto Gil - Refavela (1977)

55 - Paulinho da Viola - Nervos de Aco (1973)


Um dos melhores discos do mestre Paulinho da Viola.

1. Sentimentos
2. Comprimido
3. Não leve a mal
4. Nervos de aço
5. Roendo as unhas
6. Não quero mais amar a ninguém
7. Nega Luzia
8. Cidade submersa
9. Sonho de carnaval
10. Choro negro

Paulinho da Viola - Nervos de Aco (1973)