GREAT HITS LIST

Boas !!!

O GREAT HITS LIST foi criado para pessoas que gostam das boas musicas e grandes Hits.

Criado pelo MISTER que comanda o FILE DO SOM,o Great Hits List surgiu com a idéia de reunir as maiores seleções musicais de todos os tempos em um só local.

Listas como as 500 musicas da Revista Roling Stone, os mais importantes Lps e Cds da Musica Brasileira, as 500 mais da Country Music Television, as 100 Maiores Musicas Romanticas e por vai.

Num mesmo endereço, varios GREAT HITS LIST, essa é nossa proposta !!!

Se você tem um sugestão ou crítica mande um e-mail no link ao lado em "Contato"

Vamos as Musicas !!!

Mister Music

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

22 - Os Mutantes - A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado [1970]


Lançado em 1970 em LP, mas reeditado em CD em 1992 e lançado nos EUA pela Omplatten Records. A capa do LP traz uma reprodução de uma ilustração do Inferno de Dante (uma parte de A Divina Comédia, de Dante Alighieri), encenada pelos três membros da banda e feita no jardim da casa dos irmãos Baptista.

'Ando Meio Desligado' foi a 75ª mais tocada no Brasil em 1970


Faixas:

01. Ando meio desligado
02. Quem tem medo de brincar de amor
03. Ave Lúcifer
04. Desculpe, baby
05. Meu refrigerador não funciona
06. Hey boy
07. Preciso urgentemente encontrar um amigo
08. Chão de estrelas
09. Jogo de calçada
10. Haleluia
11. Oh! Mulher infiel



Ficha Técnica:

Arnaldo Baptista: teclados, baixo e voz
Rita Lee: voz, percussão e efeitos
Sérgio Dias: guitarras, baixo e voz

Produzido por Armaldo Saccomani
Arranjos: Mutantes e Rogério Duprat
Técnico de som: João Kibelskis
Estúdio Skatena - SP
Gravado originalmente em 4 canais

Participações especiais:

Ronaldo P. Leme (Dinho): bateria
Raphael Vilardi: backing vocals em "Hey boy" e violão em "Chão de estrelas"
Arnolpho Lima Filho (Liminha): baixo em "Hey boy", "Quem tem medo de brincar de amor", "Desculpe, babe" e "Preciso urgentemente encontrar um amigo"
Naná Vasconcelos: conga em "Ando meio desligado" e "Desculpe, babe"


23 - Moacir Santos - Coisas (1965)




Segue abaixo a resenha escrita por Ruy Castro para o Estado de São Paulo, em 27/08/2004.

Coisas é o primeiro disco do compositor, arranjador, maestro e instrumentista Moacir Santos, de 1965 – dez faixas intituladas simplesmente Coisas (numeradas de 1 a 10, mas fora de ordem), embora algumas tenham recebido letra e títulos com que circularam fora do disco (Coisa n.º 5, por exemplo, ficou conhecida no mundo profano como "Nanã" e, por muitos anos, rendeu um providencial dinheiro a seu letrista Mario Telles). Coisas só agora volta ao lugar de onde nunca deveria ter ficado ausente: as prateleiras das lojas. E volta com uma força, uma originalidade e uma beleza que, se se disser que foi gravado ontem, ninguém terá razão para duvidar. Mas é claro que ele vem de outros tempos, de outro mundo, outro país – um país também chamado Brasil, mas onde havia uma indústria, dita fonográfica, que estranhamente trabalhava com música.
Esses 39 anos de sumiço dizem muito sobre as cabeças que presidem nossas gravadoras. Coisas foi produzido originalmente pela Forma, o pequeno e corajoso selo que o produtor carioca Roberto Quartin conseguiu sustentar durante três anos na década de 60. A Forma era uma espécie de Elenco, só que ainda mais atrevida e experimental. Vencido pelo mercado, Quartin vendeu as matrizes de seu catálogo (18 formidáveis LPs) para a então Philips, que depois se tornou a Polygram e hoje é a Universal. A poderosa compradora contentou-se em ser apenas a dona da Forma: sentou-se em cima, não fez nada com os discos e, até outro dia, não deixou que ninguém fizesse. O próprio Quartin levou as décadas seguintes tentando convencê-la a repor em circulação o catálogo completo, do qual Coisas era a jóia da coroa – sem sucesso.

Foi o último e o melhor disco de "samba-jazz" feito no Brasil daquela época: uma obra-prima de música instrumental, com raízes ardentemente brasileiras e uma certa tintura jungle, ellingtoniana, que parece brotar dessas mesmas raízes. Seria fácil dizer que, em tais raízes, está a música ancestral negra. E deve estar mesmo – mas não só: Moacir era e é um músico completo, que se abeberou de toda a tradição clássica européia, apenas fazendo-a curvar-se à sua orgulhosa negritude. (Foi o primeiro maestro negro da Rádio Nacional, furando a hegemonia – benigna – dos mestres Radamés Gnatalli, Leo Peracchi e Lyrio Panicalli.) E Coisas é o epítome da sofisticação e da modernidade que impregnavam alguns criadores daquela fase, empenhados em buscar nos ritmos populares do Nordeste e dos morros do Rio as bases para uma revitalização da música brasileira. Coisa n.º 6, por exemplo, que soa como um baião de quermesse, tornou-se "Dia de Festa" ao ganhar letra de Geraldo Vandré e foi gravado pelo mesmo Vandré. Nas outras faixas, misturados a improvisações jazzísticas, riffs e ataques de big band, há ecos de xaxado, coco e maracutu.

Mas, alto lá: com Moacir (assim como em Baden Powell), não tinha essa demagogia de recolher folclore – a música saída "do povo" era apenas uma plataforma para toda espécie de pesquisa melódica, harmônica ou rítmica. A prova está logo de saída, na primeira faixa (Coisa n.º 4), em que o sax-barítono e o trombone-baixo começam uma marcação pesada e repetitiva que se estende por todo o número e, em contexto mais "primitivo", talvez fosse feita por tambores. Era a África, sem dúvida, mas filtrada pelo Beco das Garrafas, em Copacabana – por mais que isso fosse perigoso politicamente. O texto de capa do LP original, escrito por Quartin e reproduzido no encarte do CD, sentia a necessidade de enfatizar que Moacir Santos não era um músico "de direita" ou "de esquerda", mas apenas um músico, e a música desconhece a política. Era uma preocupação vigente e, hoje, pode parecer primária ou irrelevante. Mas só quem viveu o clima daquele tempo, com o Brasil ainda no começo da ditadura, consegue avaliar a intensidade da patrulha (exigiam-se "tomadas de posição") e o sentimento de culpa que se apossava dos músicos voltados somente para a arte, estigmatizados por não fazerem de cada acorde um comício. Pois aconteceu que Moacir Santos, despolitizado como era, também teve de marchar para uma espécie de auto-exílio nos Estados Unidos. Não porque fosse "alienado" ou "participante", mas pela brusca mudança de rumos na música brasileira a partir do iê-iê-iê, que liquidou com a possibilidade de sobrevivência no Brasil de artistas como ele. A passagem de 1965 para 1966 marcou esse corte – porque, nos três anos anteriores, o próprio Moacir nunca trabalhara tanto e estivera presente, como arranjador ou compositor, em alguns dos melhores discos lançados no país. Apenas em 1963 eram dele os arranjos de Vinicius & Odette Lara, que foi o LP n.º 1 da Elenco; de pelo menos uma faixa (Nanã, em vocalise) de Nara, o disco de estréia de Nara Leão, também na Elenco; de várias faixas de Baden Powell Swings With Jimmy Pratt, idem Elenco, em que Baden toca as Coisas n.º 1 e n.º 2; e de todos os arranjos de Elizete Interpreta Vinicius, lançado pela Copacabana, com quatro de suas canções que levaram letra de Vinicius, entre as quais "Se Você Disser Que Sim" e "Menino Travesso", e com o seu nome em destaque na capa.

Em 1964, Moacir assinou arranjos de Você Ainda Não Ouviu Nada – pelo menos, os de Nanã e Coisa n.º 2 –, o disco de Sergio Mendes & Bossa Rio na Philips que muitos, então, consideraram o melhor do gênero feito no Brasil. Mas, no mesmo ano, esse disco seria superado pelo sensacional Edison Machado É Samba Novo, na CBS, com quatro de seus temas (Se Você Disser Que Sim, Coisa n.º 1, Menino Travesso e o já onipresente Nanã) no repertório e Moacir impregnando todo o disco com o som cheio e noturno de seus arranjos, mesmo nos de autoria do saxofonista J.T. Meirelles. O Brasil era tão outro país que permitia que uma cantora quase desconhecida – Luiza, 22 anos, professora do Colégio São Paulo, em Ipanema –, ao estrear em disco na RCA Victor, tivesse o solicitadíssimo Moacir como arranjador. (O LP, Luiza, não aconteceu, e a excelente cantora, pelo visto, encerrou ali a carreira. Mas é outro legítimo Moacir Santos, à espera de que o relancem em CD.) Nos intervalos, Moacir compôs também a música para filmes com que o cinema brasileiro ("novo" ou não) tentava atingir a maioridade: Seara Vermelha, do italiano Alberto D'Aversa (1963), e Ganga Zumba, de Carlos Diegues, Os Fuzis, de Ruy Guerra, e O Beijo, de Flavio Tambellini, todos de 1964, nos quais nasceram várias Coisas. Tudo isto, na verdade, era uma preparação para o Coisas propriamente dito – que, ao ser finalmente lançado, em 1965, logo teria de enfrentar uma atmosfera adversa à sua proposta. A Forma afundou, o disco desapareceu e, pelas quatro décadas seguintes, o LP só reapareceria ocasionalmente nos sebos – até também sumir deles e se tornar uma preciosidade de US$ 200 no mercado internacional.

O que aconteceria se a lição de Coisas (e de outros discos de seu estilo) tivesse sido disseminada em 1965? Tudo é especulação, mas é provável que a música instrumental moderna brasileira não conhecesse a penúria que atravessou nas décadas seguintes. O próprio Coisas era uma continuação das experiências nos discos menos dançantes das orquestras de Severino Araújo e Zaccarias, escolados nas gafieiras cariocas dos anos 40 e 50. Deve-se citar também o desaparecimento das orquestras de rádio, TV, boates e as das próprias gravadoras como fator decisivo para o declínio da música instrumental no Brasil – porque foram elas que permitiram a existência de um disco como Coisas. Para Moacir Santos, com 40 anos em 1966, só restava ir embora. E ele foi – para Los Angeles.

A volta do disco pode completar a redescoberta brasileira de Moacir, iniciada em 2001 com o lançamento de Ouro Negro pelos mesmos produtores da nova edição de Coisas: Mario Adnet e Zé Nogueira. Ouro Negro era espetacular – mas Coisas é o produto original, com Moacir em pessoa, não apenas de caneta e batuta na mão, mas armado de seu possante sax-barítono.

Lista das Músicas:

Coisa No. 4
Coisa No. 10
Coisa No. 5
Coisa No. 3
Coisa No. 2
Coisa No. 9
Coisa No. 6
Coisa No. 7
Coisa No. 1
Coisa No. 8


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

25 - Tim Maia - Tim Maia (1970)



Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia (Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942 — Niterói, 15 de março de 1998), foi um cantor e compositor brasileiro. Alcançou o sucesso a partir da década de 1970 e tornou-se um dos mais influentes cantores brasileiros. Morreu vítima de uma infecção generalizada, após a tentativa de um show em condições de saúde debilitada.

Aos oito anos já compunha suas primeiras musicas. Aos 14 anos, formou seu primeiro conjunto musical, Os Tijucanos do Ritmo

Em 1970 gravou seu primeiro LP, "Tim Maia", na Polygram, por indicação da banda "Os Mutantes", que permaneceu em primeiro lugar no Rio de Janeiro por 24 semanas. Neste disco, obteve sucesso com as faixas "Azul da cor do mar", "Coronel Antônio Bento" (Luís Wanderley e João do Vale), "Primavera" (Cassiano) e "Eu Amo Você". Até Elis Regina, reconhecendo o talento de Tim, gravou uma de suas composições em inglês, "These are the songs", no disco "Em pleno verão", de 1970.

1. Coroné Antonio Bento
2. Cristina
3. Jurema
4. Padre Cícero
5. Flamengo
6. Você Fingiu
7. Eu Amo Você
8. Primavera (vai Chuva)
9. Risos
10. Azul da Cor do Mar
11. Cristina Nº 2
12. Tributo a Booker Pittman


26 - Gilberto Gil - Expresso 2222 (1972)

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O nome Expresso 2222 dá-se em homenagem à um trem pego por Gil para sair de sua cidade natal em direção à Salvador. O álbum, lançado em 1972, marca o retorno de Gil ao Brasil após um exílio de três anos em Londres.


01 - Pipoca Moderna
02 - Back In Bahia
03 - O Canto Da Ema
04 - Chiclete Com Banana
05 - Ele E Eu
06 - Sai Do Sereno
07 - Expresso 2222
08 - O Sonho Acabou
09 - Oriente
10 - Cada Macaco No Seu Galho
11 - Vamos Passear No Astral
12 - Está Na Cara, Está Na Cura


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

27 - Ultraje a Rigos - Nós Vamos Invadir a Sua Praia (1985)


Ultraje a Rigor é uma banda brasileira de rock'n'roll, criada no início dos anos 80 em São Paulo. Idealizada por Roger Rocha Moreira (voz e guitarra base), explodiu em 1983 no Brasil devido aos hits "Inútil" e "Mim Quer Tocar". Em 1985 a banda ficou nacionalmente conhecida pelo álbum Nós Vamos Invadir Sua Praia que trouxe o primeiro disco de ouro e platina para o rock nacional, além de receber recentemente o título de melhor álbum brasileiro pela Revista MTV.

A banda é um grande marco no cenário do rock nacional. Sua formação inicial era Roger, Leonardo Galasso (bateria, mais conhecido como Leôspa), Sílvio (baixo) e Edgard Scandurra (guitarra solo). Mal o nome foi adotado, Sílvio saiu para dar lugar a Maurício Defendi. Hoje, apenas Roger, idealizador da banda, continua desde a formação original.



Com o sucesso dos primeiros compactos, Inútil/Mim Quer Tocar e Eu Me Amo/Rebelde Sem Causa, a banda decidiu gravar seu primeiro LP. O título do disco é explicado pelo produtor Pena Schmidt como uma provocação das bandas paulistas aos grupos cariocas, pelo fato de estar chegando uma geração de paulistas fazendo sucesso no Rio de Janeiro, um dos berços do rock nacional dos anos 1980.

Entre as principais canções do disco, estão Zoraide, Ciúme, Independente Futebol Clube (gravada ao vivo), Eu Me Amo, Marylou (com participação especial de Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, na guitarra solo) e a faixa-título (com a participação dos cantores Selvagem Big Abreu, membro do grupo João Penca e Seus Miquinhos Amestrados; Lobão, Léo Jaime e Ritchie). Nove das onze faixas do disco estiveram entre as mais tocadas na época. O disco também fez com que os shows do Ultraje quebrassem recordes de público, principalmente no Canecão, no Rio de Janeiro.

Inútil e Mim Quer Tocar, ambas do primeiro compacto, foram regravadas. Eu Me Amo e Rebelde Sem Causa (segundo compacto) foram apenas reincluídas como no original.

O disco foi remasterizado e relançado em CD em 2001, tendo como faixas-bônus as versões originais de Inútil e Mim Quer Tocar, gravadas em 1983, as canções Hino dos Cafajestes e Marylou (versão carnaval) (lançadas no EP Liberdade Para Marylou, em 1986), e a canção Ricota, composição de Edgard Scandurra (guitarrista do Ultraje em 1983, membro do já extinto Ira!), gravada em 1983 para o primeiro compacto e cotada para substituir Inútil, caso esta não fosse liberada pela Censura Federal.


1) Nós vamos invadir sua praia
2) Rebelde sem causa
3) Mim quer tocar
4) Zoraide
5) Ciúme
6) Inútil
7) Marylou
8) Jesse Go
9) Eu me amo
10) Se você sabia
11) Independente Futebol Clube


28 - Roberto Carlos - Roberto Carlos (1971)

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Disco de Roberto Carlos de 1971. Conta com grandes sucessos como Detalhes, Todos Estão Surdos, Debaixo dos Caracois de Seus Cabelos e a música de Caetano Veloso Como Dois e Dois.

1 Detalhes – Roberto Carlos – (Erasmo Carlos & Roberto Carlos) (5:03)
2 Como Dois E Dois – Roberto Carlos – (Caetano Veloso) (3:23)
3 A Namorada – Roberto Carlos – (Maurício Duboc & Carlos Colla) (3:14)
4 Você Não Sabe O Que Vai Perder – Roberto Carlos – (Renato Barros) (2:57)
5 Traumas – Roberto Carlos – (Erasmo Carlos & Roberto Carlos) (4:09)
6 Eu Só Tenho Um Caminho – Roberto Carlos – (Getúlio Cortes) (2:39)
7 Todos Estão Surdos – Roberto Carlos – (Erasmo Carlos & Roberto Carlos) (4:21)
8 Debaixo Dos Caracóis Dos Seus Cabelos – Roberto Carlos – (Erasmo Carlos & Roberto Carlos) (3:47)
9 Se Eu Partir – Roberto Carlos – (Fred Jorge) (3:42)
10 I Love You – Roberto Carlos – (Erasmo Carlos & Roberto Carlos) (2:40)
11 De Tanto Amor – Roberto Carlos – (Erasmo Carlos & Roberto Carlos) (3:23)
12 Amada, Amante – Roberto Carlos – (Erasmo Carlos & Roberto Carlos) (3:56)